Diary of a dream

Random texts from 2000 | Textos aleatorios de 2000

Estou farta desta vida em que a beleza comanda o mundo.
Ai, ele é tão giro.”, “Ai, engordei um quilo, já estou gorda”, “Ai, esta saia fica-me a matar”, “Ai isto… ai aquilo”…
Beleza, beleza! É só o que importa… As raparigas só se preocupam em parecerem belas, em maquilhagem, em cremes, em roupas sedutoras, tudo o que as torne as mais belas aos olhos dos rapazes. Se engordam um quilo deixam de comer durante dias até acharem que já não estão gordas (o que na maior parte das vezes nem chega a acontecer, acabando por ficar anoréxicas).
Os rapazes só gostam de raparigas com um belo par de peitos, num rabo com as medidas certas e numa carinha laroca.
De resto só se pensa em dinheiro. Ter dinheiro para gastar, para comprar isto desta maneira, aquilo daquela… para se poder comprar aquela marca que agora está tanto na moda, que é toda jet set.
Tudo para se parecer rico, para se parecer bonito, para se aparentar algo que na maioria das vezes não se é.
Vivo num onde os únicos sentimentos que existem são a ganância, a cobiça, o ódio uns dos outros.
Eu bem que queria fechar os olhos e abri-los para ver uma realidade diferente. O amor, o interior, a amizade, a humildade são tudo valores que a humanidade á muito esqueceu…
Eu não digo que não pense em beleza ou em dinheiro, simplesmente não faço deles as minhas prioridades, não vivo em função deles. Eu não vivo para a beleza e para o dinheiro… Mas o mundo não muda nunca, vai na volta e quem está errada sou eu…

Letter to my best friend | Carta a minha melhor amiga

“Estou agora a ouvir uma música que me faz lembrar muito de ti. Esta música só me faz ver o quanto eu preciso de ti, da tua amizade, o quanto me fazes falta. Volta…
Tu fazias-me rir quando eu estava triste, tu ouvias-me e davas-me sempre bons conselhos, tinhas os mesmos valores e ideais que eu e tinhas também uns sonhos malucos. Gostavas de desenhar, de escrever, de pintar… Á tua maneira eras uma filosofa. Eras a minha melhor amiga, a melhor amiga que já alguma vez tive e que alguma vez terei.
Eras inteligente, doida e acima de tudo uma grande amiga. Ainda me lembro daquele caminho da tua casa à escola, quando eu te ia buscar ás terças de manhã. Aquele caminho em que vínhamos juntas a conversas, a rir, fazíamos os nossos queixumes e dava-mos conselhos uma á outra. Juntas púnhamos sempre os nossos problemas para trás das costas. Eras somente tu, a minha melhor amiga.
Obrigado por teres sido a minha melhor amiga.”  

Só sei que do nada vim
E que para o nada vou
Vivo no mundo dos nadas
Mundo esse que tento compreender
Sem o conseguir
Caminho para o nada
Mas nada me espera
Não consigo ver nada
Mas não há nada para ver…
Quanto mais sei
Mas percebo que nada sei
Mas que nada há para perceber
Tenho andado às cegas
Por este infinito caminho
Que do nada me traz
E que para o nada me leva
Fiquei perdida
Num dos labirintos
Do meu mundo de nadas
Porque sei
Que já nada sei…
12 Junho 2000


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